Millennials – Relação com trabalho X Mudança na forma das empresas investirem em pessoas


Millennials –  Relação com trabalho X Mudança na forma das empresas investirem em pessoas

Ninguém está aqui para insistir naqueles clichês sobre millennials. Nada desse papo de “pessoas extremamente voltadas para a tecnologia, que preferem se comunicar por meios digitais do que ao vivo ou por carta, com uma imagem de adolescentes mimados e revoltados para o resto do mundo” que uma análise dessas já nem faz sentido. 

A verdade sobre esta geração é que eles são muito produtivos, aproveitam a tecnologia para absorver conhecimento de forma rápida e dinâmica como o mundo de hoje pede e é cheia de espírito de liderança e vontade de trabalhar (não é a toa que ⅕ dessas pessoas já ocupa um cargo de liderança na vida profissional).

Mas, na sociedade e na vida, tudo é uma troca. Somos um pouco moldados pelo contexto que nos cerca e, juntos, moldamos de volta o cenário e a sociedade em que vivemos. Isso sem contar a evolução histórica das coisas, que é natural. 

Há muito tempo, durante a revolução industrial, a contratação de pessoas por empresas já foi vista apenas como a entrada de um recurso simples, a força de trabalho. 

Com o passar das décadas, fatores como produtividade, motivação e comportamento também se tornaram requisitos avaliados durante a escolha de um novo funcionário de uma empresa. Isso porque a convivência entre as pessoas no ambiente de trabalho foi percebida como uma grande parte da vida profissional e o impacto da interação acontece coletivamente, interferindo em motivação pessoal e até na performance individual de cada profissional.



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É mais ou menos desse momento histórico que saiu a imagem da área de Recursos Humanos que está no imaginário do senso comum: mulheres de óculos destinadas a cuidar da organização de férias, folhas de pagamento, interação com sindicatos, contratação e demissão de pessoas de forma simplista e burocratizada e nenhum senso de visão humana do processo. 

Super retrógrado se considerarmos a visão que temos de uma empresa como um todo hoje em dia, certo?

O que os millennials trouxeram para o mundo corporativo foi a quebra dessa visão de mundo, mudando totalmente a direção. 

É a percepção de que o dinheiro é importante, para empresas e para pessoas, mas que só ele não basta. E, principalmente, que a vida já não se divide entre profissional e pessoal. A vida é uma só. É preciso estar satisfeito com ela por inteiro. Às vezes, você está no ambiente de trabalho, mas tomando um café com amigos e, outras vezes, está em casa, em um momento de descanso, participando de um webinar para se desenvolver no seu cargo. Essa divisão muito delimitada ficou no passado. 

Então, ir trabalhar apenas para ganhar dinheiro é algo que também tem ficado para trás. Até porque, é algo que ocupa a maior parte das nossas vidas e do nosso tempo. Imagina desperdiçar tudo isso fazendo algo só por fazer, em um lugar com o qual você não tem nenhum sentimento, nenhuma conexão e nem sequer acredita na proposta? Não dá, né?


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O millennial quer se sentir alinhado ao propósito da empresa para a qual trabalha. Gosta de trabalhar com paixão, de se sentir movido por aquilo que a empresa quer conquistar e entregar para o mundo, de acordar todo dia motivado por fazer parte dessa caminhada! 

Se não encontrar ou sentir que isso se perdeu na relação com o atual emprego, ele não tem medo de procurar um caminho novo, empreender ou seja o que for.

Por isso, pode esquecer essa imagem antiquada de RH que falamos acima. As empresas hoje, assim como as pessoas, querem mais do que ganhar dinheiro. Elas querem alcançar algo e querem agregar pessoas que tenham a mesma vontade. Sejam colaboradores (funcionário é limitado, né?), clientes, investidores, admiradores… 

O mundo se deu conta de que empresas são feitas de pessoas. Por isso, o trabalho burocrático é apenas um pedacinho (considerável, claro). Mas, é importante criar um espaço agradável para todos trabalharem, uma cultura forte que atraia para a empresa pessoas parecidas com a visão que ela tem de si própria, um formato de avaliação e feedback que faça as pessoas crescerem e levarem a empresa junto para cima, um formato de contratação que não desperdice tempo nem recurso com aquilo que não “deu match”… Enfim, um conjunto que valorize o humano tanto quanto o recurso


Afinal, empresas são feitas por pessoas. E pessoas felizes são capazes de muito mais!


Já ouviu falar do prêmio Great Place to Work? Ele é super cobiçado pelas empresas hoje em dia. Além de ser um reconhecimento super valioso, ele ajuda a atrair mais pessoas para o banco de talentos, facilita as contratações, os investimentos e até os clientes passam a ver a empresa com outros olhos.

Se você estudou RH na faculdade, é bem possível que domine bem o operacional da coisa. Mas, isso não basta! O universo da Psicologia Organizacional e do Trabalho é enorme, não para de crescer e vai muito além do TED do Simon Sinek (você sabe o seu por quê?). 


E, cada vez mais, as empresas investem em cultura, um formato robusto de recrutamento e seleção e um jeito de reduzir os desligamentos (que são caros e contraproducentes). 

A Pós-Graduação em Psicologia Organizacional e do Trabalho traz uma visão abrangente sobre esses assuntos e capacita o profissional que faz do seu próprio propósito ser parte dessa transformação no mundo corporativo para um lugar mais humano e feliz de se estar. Crescer na carreira e ajudar a empresa em que você trabalha a crescer também passa por adquirir conhecimento.



E aí, quer se tornar um grande desenvolvedor de talentos? Conheça a Pós em Psicologia Organizacional e do Trabalho UNISUAM!





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