Gestão Emocional – Você conhece as suas emoções?


Gestão Emocional – Você conhece as suas emoções?

Cada vez mais ouvimos falar sobre as emoções e a cada dia é mais comum ouvir dizer que algo é emocional. Mas, o que significa emoção?

Em termos linguísticos, a emoção trata-se de um substantivo feminino, que significa ato de deslocar, movimentar. Pode-se ainda expandir esse conceito para agitação de sentimentos ou abalo afetivo, como na famosa e bela canção popular intitulada “Emoções”, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, lançada em 1981 no álbum “Ele está para chegar”.


Em um trecho, os compositores afirmam:

“Quando eu estou aqui / Eu vivo esse momento lindo / Olhando pra você / E as mesmas emoções sentindo / São tantas já vividas / São momentos que eu não esqueci”.

Particularmente, me identifico com esse trecho todas as vezes que entro em uma sala de aula. Mas, gostaria mesmo de destacar a relação da emoção com os momentos que vivenciamos e, principalmente, com o modo que registramos cada um deles em nossa memória.

A Psicologia é uma ciência que estuda de forma profunda as emoções humanas em diferentes abordagens, sempre no sentido de desvendar como elas interferem no comportamento humano.


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Pode-se dizer, de modo geral, que para os Psicólogos as emoções são despertadas por estímulos ambientais ou cognitivos que produzem tanto experiências subjetivas quanto alterações neurobiológicas significativas. Isto ocorre de forma associada ao nosso temperamento, personalidade e motivações, tanto reais quanto imaginárias.

Segundo o Psicólogo norte-americano Paul Ekman, as 7 emoções universais e inatas (nascem conosco) são: nojo, raiva, medo, tristeza, alegria, surpresa e desprezo.

Essa teoria ganhou bastante fama a partir de um filme muito interessante lançado em 2015 pela Disney, intitulado “Divertidamente”, que se propõe a abordar a temática das emoções de forma lúdica.

Pode-se compreender, de forma didática, observando uma espécie de ciclo: as coisas acontecem no nosso ambiente, são apropriadas e interpretadas por nós, essa apropriação e interpretação desperta uma ou mais emoções e nós nos comportamos, reagimos, respondemos a determinada demanda.


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A grande questão é que isso nem sempre ocorre de forma equilibrada e pacífica para o

sujeito. Muitas vezes, o que para a maioria das pessoas é normal, para você pode ser algo que gere um extremo medo e isso te atrapalhe. Ou pode despertar uma raiva desproporcional e isso também te atrapalhará.

A tristeza, por exemplo, pode insistir em estar presente além do necessário. Até mesmo a alegria, de forma desproporcional e desequilibrada, pode gerar alguns transtornos na sua vida.

Nesse sentido, é fundamental que possamos desenvolver a capacidade de realizar a gestão das nossas emoções.

A gestão emocional é a capacidade de desenvolver o autoconhecimento e, de algum modo, aplicar as emoções de forma funcional e saudável.

Você já deve ter ouvido falar, por exemplo, em inteligência emocional, que é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.


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Daniel Goleman, importante Psicólogo estadunidense, nos oferece algumas dicas em seu livro intitulado “Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”.

Segundo o autor, inteligência emocional exige um conjunto de 5 habilidades:


➡ Autoconsciência: capacidade de reconhecer as próprias emoções.

➡ Autorregulação: capacidade de lidar com as próprias emoções.

➡ Automotivação: capacidade de se motivar e de se manter motivado.

➡ Empatia: capacidade de enxergar as situações pela perspectiva dos outros.

➡ Habilidades sociais: conjunto de capacidades envolvidas na interação social.


Não se trata de um caminho fácil e tampouco rápido, o importante é reconhecer o que lhe incomoda, não aceitar o sofrimento como algo que não pode ser cuidado ou melhorado e, principalmente, buscar auxílio e orientação profissional.

A Psicologia pode ter muito a lhe auxiliar no caminho de autoconhecimento e desenvolvimento.



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Por

Graduado em Psicologia (UFRRJ/2015), Mestre em Psicologia (UFRJ/2018). Atualmente desenvolve estudos de Doutorado em Psicologia (UFRJ). É Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT) e do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP). É Professor Auxiliar do Departamento de Psicologia e Professor Colaborador da Pós-Graduação em Psicologia Organizacional e do Trabalho e em Gestão Estratégica de Pessoas da UNISUAM.

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